As novas tendências para o TRC


Como já venho falando em alguns artigos anteriores, é impossível pensar em 2021 sem as inovações de cunho tecnológico. No mundo digital que vivemos hoje, temos acesso a todo tipo de informação de forma muito rápida e constante. Assim, acredita-se que até 2023 mais de 50% dos dados gerados pelas empresas serão criados e processados fora do data center ou na nuvem, ao passo que em 2019 este número correspondia a 10%.


Tenho notado que o setor de transporte rodoviário de cargas (TRC) não é uma exceção, a tecnologia está em todos os processos, principalmente na comunicação, desde a contratação e até no controle das operações. No geral, é possível compreender que a forma de se comunicar está mais ágil e os controles se tornaram mais rígidos, o que pode gerar bons resultados para as transportadoras que souberem trabalhar com tais características.

No nosso segmento, é preciso priorizar investimentos em fluxos de operações rápidas, eficientes e que gerem custos reduzidos. Deste modo, tenho observado como tecnologia e logística caminham lado a lado, principalmente quando falamos de desenvolvimentos de soluções para otimizar processos e garantir qualidade maior nos serviços desempenhados, levando a resultados cada vez mais positivos.


Apesar de o mercado demandar uma série de inovações dentro das transportadoras, noto que há ainda uma grande dificuldade em mudar a cultura de nosso país. O Brasil possui uma vastidão geográfica, no entanto, há certa dificuldade em dissipar os níveis de conhecimentos necessários para a inserção de determinadas inovações no TRC.

Deste modo, acredito que o maior desafio atual das empresas está na parte de treinamento e orientação de seus colaboradores, quanto à implementação de novas ferramentas tecnológicas. De maneira geral, nosso país ainda tem muito o que melhorar, principalmente em relação à infraestrutura.


Atualmente, tenho percebido que existe muita falta de estrutura para internet móvel, mesmo estando em um processo constante de evolução. Estes pequenos fatores que parecem inofensivos, acarretam em um processo de desenvolvimento tecnológico mais lento.


Portanto, gostaria de encerrar este artigo afirmando que a tecnologia é sim a nova tendência para o transporte de cargas. Porém, hoje não consigo imaginar um autosserviço no setor ou então a implementação de inteligência artificial em determinadas funções, seja por motivos de infraestrutura ineficiente ou até mesmo por questões legais, já que o Brasil conta com diversas exigências jurídicas que demandam de um ser humano para determinadas funções.


Diego Nazari, Diretor de desenvolvimento de negócios

0 comentário