Correios x Transportadoras: quem sai ganhando é o consumidor

No final de julho, publicamos um artigo que destacava a explosão do e-commerce no Brasil durante a pandemia, e de fato, os números são extremamente positivos com um aumento de quase 100% em relação ao mesmo período de 2019. Com isso, os pequenos, médios e grandes e-commerce cresceram e começaram a ter uma grande demanda dos seus produtos. Porém, até o mês de agosto, segundo a Valor econômico, os Correios registraram 5.457 reclamações relacionadas a atrasos e extravios, número bem maior do que os 4.890 registrados durante todo o ano de 2019.


No último dia 17 de agosto, os Correios entraram em greve, prejudicando mais de 70% das micro e pequenas empresas que ainda dependem dessa modalidade de envio. Porém, diferentemente de outros tempos, o consumidor usufrui de outras opções de entregas, com as transportadoras por exemplo, e não são mais tão reféns dos problemas que os Correios apresentam. De acordo o Bling, sistema de gestão empresarial (ERP) para micro e pequenas empresas, apenas nos primeiros dois dias da greve, o volume de encomendas postadas nas unidades dos correios que não aderiram à paralisação caiu 19%, enquanto uso de transportadoras privadas ou de startups de tecnologia para fretes aumentou.


Vale lembrar que os Correios são a empresa de entrega mais antiga do país, com 357 anos de história e sua abrangência gigante, com presença em quase todo o território é admirável. A estatal foi e ainda é peça indiscutível para o desenvolvimento logístico do Brasil, mas o cenário ideal para um país é sempre o da livre concorrência e acredito que os correios trabalhando lado a lado com outras empresas vão possibilitar o desenvolvimento das regiões mais afastadas do Brasil.


Também precisamos levar em consideração as novas tecnologias, aumento da população e novas necessidades que a sociedade atual apresenta e por isso essa capilaridade e concorrência é tão importante para a evolução das atividades e entrega de melhor serviço para os clientes.


Enquanto os Correios, que já tiveram uma velocidade muito grande nas entregas, sofrem com a demora, as transportadoras se conscientizam e expandem seus negócios para entregar os produtos com a maior praticidade e velocidade para os clientes.

Aqui na Flash Courier, estamos investindo primordialmente no aumento de nossa capacidade e velocidade, e após percebermos o aumento da demanda vindo principalmente do e-commerce, implementamos o Ship From Store para garantir uma entrega em até três horas para o consumidor final. Além disso, antes da pandemia investimos mais de 20 milhões de reais em uma profunda estratégia de expansão, inovação e automação logística da empresa, uma vez ativada, essa tecnologia transformará nossa operação em uma das mais automatizadas e robustas da América Latina, representando uma disrupção significativa para o setor como um todo.


Outro ponto importante que deve ser destacado é a informação. As empresas privadas têm essa característica como um de seus principais pontos fortes, fazendo com que o cliente esteja sempre atualizado com o status do seu produto. Com as altas demandas e falta de tecnologia adequada, os correios sofrem para manter essa atualização constante e frequentemente o status do pedido fica estagnado por vários dias.


Com o livre mercado, os prazos de entrega, que haviam aumentado pelo crescimento repentino nas demandas dos e-commerce, são naturalmente resolvidos através de mão de obra e soluções. Nosso time de inteligência na Flash acompanhou recentemente a entrada de novas transportadoras no mercado para tampar esse buraco nas entregas.

Enquanto transportadores, precisamos seguir evoluindo e buscando diferenciais competitivos para continuarmos essa ascensão no mercado de e-commerce. E por fim, quem ganha com tudo isso é o consumidor, que através de uma diversidade de opções, escolhe aquela que é financeiramente adequada para sua demanda.

Guilherme Juliani, CEO da Flash Courier

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