Desafios logísticos da distribuição da vacina da covid-19


Já são aproximadamente nove meses desde que o primeiro caso de coronavírus foi oficialmente descoberto no Brasil e em alguns continentes, como o europeu, o vírus já está presente há quase um ano. Com o passar do tempo, o desenvolvimento das vacinas está finalizando e a população começa a ficar cada vez mais esperançosa. Apesar disso, existe uma questão que pode dificultar a chegada da vacina no mundo: a logística.


Para que a vacina chegue ao mundo todo, um estudo da DHL constatou que seriam necessários cerca de 200 mil embarques de paletes, 15.000 voos e aproximadamente 15 milhões de entregas em caixas de refrigeração e de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 25% das vacinas no mundo chegam ao destino degradadas, por falhas na armazenagem ou transporte.


Hoje, mais de 250 vacinas estão sendo produzidas e testadas. Quando elas forem aprovadas, requisitos mais rígidos de temperatura (até -80ºC) serão impostos, a fim de garantir a eficácia das vacinas durante o transporte e armazenamento. Esses requisitos de temperatura geram um grande desafio, pois normalmente as vacinas são distribuídas entre 2ºC e 8ºC.


Outro impasse apontado pela DHL, é a disponibilidade de embalagens e a quantidade de gelo seco, que pode limitar o transporte das vacinas. Em alguns países, a distribuição dos imunizantes em temperaturas baixas parece inviável.


Porém, alguns países já estão ultrapassando as barreiras logísticas e acelerando seus processos para iniciar a imunização contra a Covid-19. O Reino Unido, por exemplo, foi o primeiro país a autorizar o uso das vacinas Pfizer e BioNTech. O país europeu comprou aproximadamente 40 milhões de doses, e o primeiro lote com 800.000 já está sendo aplicada.


Contrariando o estudo da DHL, o Governo britânico afirmou que “a cadeia de frio exigida não representará nenhum problema, nem afetará a rapidez com que as primeiras doses começarão a ser administradas”.


A fabricante da vacina, informou que desenvolveu uma série de inovações na produção e suprimento dos produtos para driblar os desafios logísticos e facilitar a distribuição dos imunizantes. Alguns contêineres térmicos abastecidos com gelo seco e com sensores de temperatura irão garantir a manutenção da vacina por até 15 dias.


Como forma de se planejar, o Reino Unido fechou acordos com diferentes empresas que garantirão um abastecimento suficientes para vacinar sua população com as duas doses necessárias.


Além do país britânico, a Rússia também iniciará o processo de vacinação em breve. Apesar de bem nebuloso, a Rússia afirma que a Sputnik V, vacina que será utilizada, tem mais de 92% de eficácia e contará com um programa de vacinação voluntário.


Em São Paulo, o governador informou que a vacinação acontecerá a partir do dia 25 de janeiro. Basta saber agora, como o estado conseguirá lidar com os processos e dificuldades logísticas que serão apresentados. Uma coisa é certa, após longos meses, a vacinação e imunização contra o coronavírus está prestes a chegar e acabar com a pandemia que tanto nos afetou em 2020.


Guilherme Juliani, CEO da Flash Courier

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