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Executivo do setor transportador realiza análise para 2024 acerca do veto da desoneração da folha

Pauta vem sendo altamente trabalhada no transporte rodoviário de cargas e preocupa empresas


Foto: Banco de imagens/Canva


O recente veto presidencial divulgado, relacionado à prorrogação da Lei nº 334/2023, que estendia a desoneração da folha de pagamento para os 17 setores econômicos com maior empregabilidade até 2027, apresenta um desafio significativo para a economia nacional, especialmente para o setor de transporte rodoviário de cargas.

Esse desdobramento recente suscita preocupações substanciais conforme evidenciado no pronunciamento recente do Sistema Transporte (CNT), representante de mais de 164 mil empresas no setor de transporte rodoviário de cargas (TRC). De acordo com a confederação, essa decisão resultará em impactos diretos no aumento dos custos operacionais das empresas desse setor, incluindo os transportes rodoviário e metroferroviário público de passageiros.

Nesse contexto, empresários como José Alberto Panzan, diretor da Anacirema Transportes e presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região (Sindicamp), abordam o momento com cautela: “Como empresário e representante do setor, nesse novo cenário, temos a esperança de que o Congresso Nacional reverta o veto presidencial”, afirma o executivo.

Caso essa não seja uma opção viável, José Alberto complementa: “Se não ocorrer, o setor de transportes e os outros 16 setores incluídos terão que repassar o custo para seus clientes e repensar tanto a manutenção quanto a geração de emprego. Por isso, a necessidade de acompanharmos de perto esse trâmite.”

Em meio às complexidades da conjuntura política e econômica de 2023, nas quais inseguranças e desafios se entrelaçam, as discussões sobre as expectativas do setor tornam-se mais intensas, principalmente para planejamento estratégico das empresas.

Nesse sentido, o executivo comenta: “Após um ano marcado por hesitações políticas, por aumento de custos e por alterações na lei do motorista, a não renovação da desoneração da folha emerge como uma nova preocupação, potencialmente resultando no repasse do ônus para o consumidor final”. Diante desse contexto, as mudanças no modelo de negócios da Anacirema Transportes estão sendo avaliadas. O executivo revela que, até o momento, a empresa limitou-se a estudos internos sobre o impacto estimado, variando entre 6% e 8% nos custos operacionais.

“Para o próximo ano, já elaboramos um estudo sobre o possível fim da desoneração da folha. Se confirmado, além do aumento de custos, consideramos a possibilidade de redução nas contratações caso não seja possível repassar o ônus para os clientes”, finaliza Panzan.



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