Gestão de custos e sua importância para o setor de transporte de cargas

Visando manter controle de todos os impactos financeiros inerentes as atividades do transporte rodoviário de cargas e seguir um crescimento saudável, as transportadoras precisam estar atentas a todos os custos, despesas e gastos que a empresa adquire conforme suas atividades. Pensando nisso, resolvi trazer para meus artigos, um pouco do que é a gestão de custos e a importância que ela tem para as atividades dos transportadores.

Antes de mais nada, ter em mente as diferenças entre custo, despesas e gastos é um importante passo para a aplicação da gestão de custos.

- Gastos: são os ônus financeiros, todo sacrifício que uma entidade arca para a aquisição de um bem ou serviço;

- Despesas: estão relacionadas com os gastos usados para a obtenção de receitas;

- Custos: o sacrifício financeiro que a entidade arca no momento da utilização dos fatores de produção para a realização de um bem ou serviço. Os custos podem ser entendidos conforme o segmento da entidade, no transporte de cargas, o ideal é dividirmos os custos em fixos e variados.

Os custos fixos são aqueles que não mudam conforme os meses, basicamente são os gastos com a estrutura da empresa. Como por exemplo: Folha de pagamentos, aluguel, água, luz, reposição de veículos e impostos. Já os custos variáveis são originados por serviços prestados e que influenciam diretamente nas operações da organização. Como por exemplo: Combustíveis, diárias, hora-extra, multas de trânsito e pedágios.

A separação desses custos dará uma visão muito mais assertiva dos processos e gastos da empresa, fazendo com que o responsável tenha um controle muito maior na hora de gerir seus funcionamentos.

As metas financeiras refletem se as demais perspectivas estão gerando o resultado financeiro que a organização deseja. Normalmente as metas financeiras são a rentabilidade, margem de contribuição, o crescimento e o valor para acionistas. Outro ponto fundamental para a gestão de custos é saber utilizar bem os indicadores. Como falei no meu artigo “A importância da gestão por indicadores e como ela funciona”, a perspectiva financeira do BSC – Balanced Scorecard avalia se as estratégias empresariais têm contribuído para melhorar a linha de resultados.

Convidei o gerente administrativo financeiro da Ouro Negro, Nivaldo Bússolo Volpato para falar um pouco mais sobre o tema. Segundo ele “os indicadores que garantirão que os custos fiquem dentro dos patamares previstos. O importante, neste caso, é que este acompanhamento ocorra durante o mês para evitar surpresas e que, mensalmente haja reunião para análise crítica destes indicadores a fim de se fazer alguma correção de rumo, se necessário”.

Aqui na Ouro Negro, desde quando o Nivaldo implementou o comitê de compras, os custos reduziram e o acompanhamento ficou mais afinado. Para ele “a gestão de custo é tão importante quanto a gestão de vendas em uma companhia. As duas coisas precisam andar juntas. Nem sempre faturamento alto é sinônimo de negócio saudável. O custo tem que ter uma proporcionalidade em relação as receitas, porque se as vendas caem, os custos precisam ser revistos e alinhados rapidamente a nova realidade de receitas. Sem uma boa gestão você não consegue fazer esta ação com eficiência e com a velocidade que o negócio pode exigir”.

De acordo com Mazars, especializada em auditoria e consultoria empresarial, as empresas brasileiras podem economizar, em média, 18% de seus gastos, em alguns casos, a contenção pode ser de até 30%.

A gestão de custos no TRC é muito importante para sabermos até onde podemos adequar a tabela com o cliente. Em um momento de crise econômica, onde muitas empresas pretendem cortar gastos e otimizar seus processos, o planejamento se torna ainda mais importante. Precisamos entender quais custos são necessários para a nossa operação e quais podem ser eliminados sem impactar no serviço.



Priscila Zanette, Diretora da Ouro Negro

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