Gestão horizontal e espírito colaborativo: a relação bem-sucedida entre o Grupo Scapini e seus colab


Junto à modernidade, outros métodos organizacionais vêm sendo adotados pelas empresas a fim de atender às demandas da nova era. Levando em conta as atualizações do mercado, tenho notado um investimento cada vez maior em gestão organizacional, artifício completamente inovador, que propõe um formato menos hierárquico e centrado nos processos de negócios.


Como o próprio nome sugere, a gestão horizontal contrapõe a gestão vertical - derivada da hierarquia - com seu posicionamento mais participativo, onde as decisões são tomadas em conjunto e as responsabilidades divididas entre o time. Em minha experiência, a relação de nossos profissionais, juntamente ao grupo econômico, é realmente satisfatória. Na Scapini costumamos dizer que um “todos juntos” impacta muito mais positivamente os processos, quando comparamos à uma visão individualizada.


Basicamente, esse modelo de gestão se pauta no conceito de que os colaboradores produzem mais quando auxiliam nos processos de decisão do que quando são supervisionados por uma cadeia de chefes. Os fluxos dentro da companhia possibilitam que os profissionais entendam sua importância e saibam quão relevante é estar inserido nesse cenário. Nesse contexto, venho acompanhando uma melhoria contínua em nossas empresas.


Pesquisando sobre o assunto, encontrei que desde os anos 1960 há práticas de gestão mais flexíveis em todo o mundo. No Brasil, este modelo chegou 20 anos mais tarde, na década em que Ricardo Semler fundou a Semco, empresa destinada à produção de equipamentos tecnológicos. Dessa forma, foi considerada uma das primeiras organizações a adotar o formato na época.


Assim, tenho observado diariamente como a gestão horizontal é mais colaborativa. Com este modelo os profissionais têm autonomia e responsabilidade sobre seu trabalho, ganhando espaço para se posicionarem e expressarem suas opiniões. Também venho percebendo a importância em darmos o devido reconhecimento aos nossos funcionários, estabelecendo metas e bonificações, para que possamos visar sempre uma alta performance.


Para exemplificar, trouxe duas empresas de sucesso que apostam nessa visão inovadora: a Tesla e a Netflix. Após ver as ações da Tesla Motors caírem 25% desde setembro de 2017, o Elon Musk anunciou aos seus parceiros a adoção de uma gestão horizontal, principalmente na área de comunicação. A Netflix é um destaque nesta questão, procurando valorizar os resultados individuais de cada colaborador. Dessa forma, os líderes de equipe criam um contexto para envolver metas e delegar tarefas, passando longe de uma postura que controle os funcionários.


Gostaria de ressaltar, por fim, que muitas startups têm adotado este método de gestão. Isso porque quando os processos ainda não estão completamente delimitados, as corporações podem se beneficiar da flexibilidade e foco na atuação pessoal. Por isso, reforço: precisamos sempre nos manter atualizados e fazer escolhas estratégicas para nossas empresas.


Lucas Scapini, Diretor Comercial do Grupo Scapini

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