Os abusos dos pedágios brasileiros


O Brasil conta com 58 concessionárias que cuidam de 19.031 de quilômetros de rodovias com centenas de pontos de tarifagem, o que torna o país o líder mundial em número de praças de pedágios.


Segundo o último levantamento da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), de 2019, o sistema automático de cobranças já corresponde a 57% dos pagamentos em pedágios das rodovias do estado.


O serviço consiste na instalação de um dispositivo eletrônico, chamado de TAG, que emite sinais que são detectados por um sensor responsável pela cobrança automática de pedágio. Em seguida, um software de gerenciamento identifica o veículo e libera a cancela. Posteriormente, há o cálculo do ponto ultrapassado e o registro da cobrança que, dependendo do plano escolhido, ocorre em até 30 dias.


A primeira empresa a operar nesse segmento foi criada nos anos 2000 e, hoje, temos diversas operadoras que estão presentes em todas as rodovias pedagiadas do Brasil. Atualmente, serviços como estacionamento e abastecimento também fazem parte do atendimento por TAG, o que gera grande adesão a esse modelo de negócio.

Porém, toda essa praticidade tem um custo que, sem acompanhamento e controle preciso das contas, pode ser extremamente alto.


Além das mensalidades cobradas somadas à despesa do próprio pedágio, não há sequer descontos para clientes que usam diariamente o serviço, como, por exemplo, um plano de redução progressiva de acordo com número de viagens por mês na mesma rota. Ainda assim, as melhorias das praças e sistemas são raras e erros continuam comuns e frequentes nos moldes atuais.


Existem casos de usuários serem cobrados por 7 eixos sendo que sua carreta não possui tal número, passagens em duplicidade, passagens fantasmas e outras falhas, o que prejudica as transportadoras - que encontram obstáculos e morosidade quando buscam resolver o problema diretamente com a operadora.


Os processos para se recorrer a cobranças indevidas levam cerca de um ano para serem resolvidos - e a demora é por conta das empresas cobradoras de pedágio, e não da justiça! De fato, reclamações e problemas com empresas do ramo são recorrentes e a falta de regulamentação e apoio da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) contra os abusos vindos por essas empresas favorecem cada dia mais a insatisfação de caminhoneiros autônomos e transportadoras com o serviço prestado.


Em quase 5 anos de operação, a Desconfie Já contribuiu com mais de 300 empresas de transporte na recuperação de mais de $7.000.000 de créditos de pedágio. Experiência essa que beneficia clientes não só com valores restituídos, como também na alocação de recursos humanos em funções e especialidades relevantes para a missão de cada empresa.

Gerenciamos todo o processo de análise e contestação da fatura mês a mês e retroativo, em qualquer das operadoras, desde a abertura até o reembolso do valor devido aos clientes. A Desconfie Já também atua no suporte jurídico em caso de processo judicial.


Nosso objetivo é trazer produtividade para o setor logístico das transportadoras, atuando na mediação e resolução de problemas relacionados à gestão de operações de pedágios.


Andre de Simone, Membro do conselho administrativo da Transita Transportes

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