Os desafios criados nas transportadoras pelo aumento da demanda no final do ano


Mesmo com a crise econômica e a pandemia, a aposta dos comerciantes é que as vendas neste final de ano aumentem. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas do Natal deste ano devem movimentar R$ 34,3 bilhões no comércio varejista, um avanço de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com esse aumento no consumo, o transporte de cargas, principal responsável por abastecer o comércio e indústria brasileiro, também sofre um crescimento nas suas demandas. Isso cria diversos desafios logísticos para as transportadoras, que precisam estar preparadas para atender à expectativa, mas sem permitir que haja uma queda de qualidade na execução.

Para debater esses desafios logísticos comigo neste artigo, convidei Guilherme Juliani, CEO da Flash Courier, empresa especializa em entregas de cargas expressas. Apesar de atuarmos em ramos e áreas diferentes, existem fatores específicos recorrente em todas as empresas de transporte do Brasil.

É verdade que, com o final de ano se aproximando, os consumidores se tornam ainda mais ansiosos. Segundo Guilherme, “mesmo diante do momento vivido pela Covid-19, os consumidores não diminuíram a intensidade das reclamações. Dois dias de atraso, ou uma simples falha de um entregador são vistos como péssimos”.

Outro grande desafio apresentado pelo aumento nas vendas e procuras do comércio, são as lotações dos depósitos. Assim, a saída que o cliente encontra é utilizar o deposito das transportadoras e isso acaba gerando diversas complicações para as empresas. O desafio é conseguir fazer algumas adaptações de contrato para fazer o armazenamento dessas cargas por poucos dias. O setor de transporte de cargas, em sua maioria, trabalha de maneira enxuta, sem muito espaço vazio nos pavilhões e sem veículos ociosos.

Para suprir esses desafios e principalmente não sofrer com as altas demandas, é comum que as empresas do setor contratem mão de obra terceirizada ou profissionais com contratos curtos, de 3 à 4 meses.

“Obviamente uma das principais medidas é o aumento da força de trabalho, lembrando que como é um serviço especializado, esse aumento deve ser feito com bastante antecedência para poder ter treinamento eficaz para essa nova força de trabalho. Existe também o investimento em máquinas, equipamentos e espaço que são os investimentos que fazemos para suportar o crescimento definitivo de volume”. O aumento de demandas é sentido na Ouro Negro a partir da segunda quinzena de setembro. A partir dali, começamos as contratações de profissionais e veículos que possam acomodar o crescimento da demanda.

Por ser um aumento recorrente, que possui uma padronização anual, as transportadoras acabam lidando com isso de forma natural. “Porém, em certos períodos, temos que correr atrás dos problemas na cadeia de suply chain. Se um fabricante ou CD do cliente tem problema ou atraso na produção, essa perda de tempo tem que ser tirada no transporte. Ou seja, estamos sempre vivendo momentos de grandes emoções e urgências de nossos clientes nesses períodos”, finaliza Guilherme.

Priscila Zanette, Diretora da Ouro Negro Transportes

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