Qual o futuro da logística reversa?


Quando pensamos em “logística reversa”, automaticamente lembramos da sustentabilidade e como ela impacta no mundo para nós e, principalmente, para as próximas gerações. No entanto, isso também se adequa nas empresas que buscam contribuir com o movimento ecológico. Basicamente, esse procedimento permite que o consumidor retorne à instituição um produto após seu uso, de forma que o fabricante possibilite um descarte correto.

O principal benefício da realização dessa prática dentro das instituições é a redução de custos, bem como a preservação ambiental. Isso também garante que os consumidores terão acesso a produtos de igual qualidade, funcionamento e durabilidade que os novos. Os gastos de produção são até 40% menores e muito menos recursos são utilizados na indústria.

Pelo fato da logística reversa estar voltada, principalmente, às questões ambientais, ela se torna cada vez mais habitual nas últimas décadas. Até pouco tempo atrás não se tinha uma preocupação com um correto descarte de materiais, que muitas vezes eram destinados a aterros, sem uma devida separação e reciclagem. Porém, diante desse cenário, surgiu essa prática ecológica como uma forma de planejamento e controle para que todos esses resíduos de bens de pós-venda e pós consumo sejam coletados e destinados de forma adequada.

Existem estes dois tipos de logística reversa: a de pós-vendas e a de pós consumo. A primeira é aquela em que produtos, logo após a sua venda, precisam retomar à cadeia de distribuição por algum motivo, sejam eles defeito de fabricação, erros na expedição do pedido ou problemas técnicos, e sua principal atenção está voltada para a satisfação do cliente e a imagem da empresa nestes processos.

Já a logística reversa do pós consumo está relacionada ao descarte de bens que não servem mais ao proprietário original, muitas vezes por terem chegado ao final de sua vida útil. Nessa situação, os produtos retornam à cadeia de distribuição com o principal intuito de reutilização e reciclagem de componentes, além de obter uma correta e segura destinação desses resíduos sem agredir o meio ambiente.

Dado isso, podemos nos questionar se há futuro para a logística reversa no Brasil e, para mim, a resposta é certamente sim. Eu acredito que o futuro para esta ação é gigante, não somente em nosso país, mas em todo o mundo. Vivemos em uma era de grande consumo e isso se provou com o boom do e-commerce neste momento de pandemia e, com isso, quanto mais consumo tivermos, maior serão as necessidades de retorno destes produtos à cadeia de distribuição, sejam eles por motivos de pós-venda ou pós consumo.

Por fim, penso que a grande preocupação atual é vivermos em um mundo cada vez mais tecnológico, conectado e, ao mesmo tempo, sustentável. Então, para alcançarmos esse objetivo, a logística reversa será uma grande aliada. Ainda assim, não podemos nos esquecer de manter este hábito todos os dias dentro e fora de casa para contribuirmos de todas as formas possíveis para um mundo melhor.


Luiz Gustavo Nery, Diretor Comercial no Grupo Rodonery

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