Roda Brasil e a primeira motorista mulher: reflexões e desafios


Na semana passada, fiz uma postagem em meu instagram com um protótipo de entrevista realizada com a primeira motorista mulher contratada pela Roda Brasil Logística. Nesse período, muitos sentimentos ainda reverberam por ver a conquista feminina tão perto de mim, e ao mesmo tempo, tão longe do aspecto social.


Crescemos numa sociedade onde diversas piadas são realizadas quando uma mulher é vista ao volante. Dizem que o perigo é constante, e se causam um acidente, de certo viram a pauta para uma chuva de comentários e dúvidas sobre a sua capacidade. E dados mostram que apesar disso, somos cada vez mais numerosas nesse campo.


De acordo com o Infosiga SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), gerenciado pelo Programa Respeito à Vida e Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), existem 8.971.813 motoristas habilitadas, o que representa 39% do total. A faixa etária mais significativa é entre 31 e 40 anos, com 2.459.503 condutoras.


Logo, lembro de uma das falas de Simone em sua entrevista. A motorista, que há 17 anos vê nas estradas um privilégio e uma boa profissão a seguir, enfatizou a necessidade de mostrar que não são apenas os homens que conseguem lidar com o lado pesado do transporte.


“No começo, nunca imaginei que podia chegar até aqui, e do nada, surgiu uma oportunidade e decidi ir”, disse Simone. E isso ficará marcado em mim para sempre. A força dela me mostra (e nos mostra) o caminho de bravura que precisamos percorrer. Ainda falta muito a se conquistar, mas estamos melhores e mais preparadas do que já fomos um dia.


Precisamos seguir, e a Simone, me lembra disso todos os dias, quando entra em seu caminhão e segue para mais um dia de trabalho. Eu também escolhi seguir, todos os dias.


Rafaela Cozar, Head de gestão & inovação na Roda Brasil Logística

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