Visita à Índia: O que vimos e o impacto dessa experiência nos processos do Grupo MOVE3



No meio desse mês de março, eu e parte da equipe de desenvolvimento dos processos do Grupo MOVE3 visitamos a índia, terceira principal economia da Ásia, atrás de novas tecnologias de roteirização e armazenagem, com foco principalmente em robótica e inteligência artificial. Passamos pouco mais de uma semana no país, realizamos 7 reuniões e visitas em empresas diferentes, nas cidades de Bangalore, Agora, Dehli, Haridwar, Jaipur e Noida e voltamos para o Brasil com muita bagagem e conhecimento específico.


Para quem não sabe, mais de duas décadas atrás, a Índia começou sua transformação em uma potência global de TI, inaugurando uma era de riqueza e criação de empregos nunca antes vista no país. Atualmente, os indianos investem 12 bilhões de dólares por ano com pesquisa, desenvolvimento, tecnologia, ciência e inovação, quase 2% de participação no PIB do país. Para termos uma ideia do potencial tecnológico existente no país, em 2020, o Google divulgou investimento de 10 bilhões de dólares na tecnologia indiana e no mesmo ano, a Amazon anunciou que iria injetar mais de 1 bilhão da moeda americana na digitalização das empresas do país.


Todo esse background mostra que realmente temos muito a aprender com os asiáticos quando o assunto é tecnologia nas empresas e o que vimos lá foi que as tecnologias utilizadas possuem um foco muito maior na inteligência artificial dos equipamentos, ou seja, os sistemas de gestão e controle são teoricamente melhores e trazem resultados mais assertivos. Os equipamentos, não somente os hardwares, têm sistemas muito bons para fazer toda a cadeia funcionar de forma mais eficiente e direta. Sem dúvidas, os processos que mais nos impressionaram foram a automação do estoque, o picking e roteirização, questões desafiadoras para muitas empresas brasileiras e que lá, é realizada através de muita tecnologia e excelência.


De maneira mais específica com o nosso setor de atuação, visitamos duas das maiores transportadoras da Índia. Com isso aprendemos muito sobre o processo logístico realizado lá e vimos formas diferentes de usar as nossas esteiras de roteirização/ AGVs, adquiridas em 2020 e que atualmente tem capacidade de roteirização de 17 mil pacotes por hora.


Mas claro que nós não fomos com o intuito apenas de ver e entender um pouco melhor das tecnologias utilizadas por lá. Um dos nossos intuitos também era encontrar maneiras de introduzir o que é feito nas empresas indianas, em nossa operação aqui no Brasil. Crescemos exponencialmente nos últimos dois anos, mais especialmente em 2021 e agora entendemos que o momento é de otimizações internas, focando na excelência do nosso fluxo operacional. Fizemos um investimento massivo em tecnologia no início de 2020, com foco em automação e sustentabilidade e queremos continuar expandindo esse viés nesse ano de 2022.


Graças a essa visão e ao sucesso das nossas reuniões na índia, voltamos com 2 novos fornecedores e negociações muito avançadas para trazer algumas das tecnologias indianas para o Brasil e América do Sul. Estamos avaliando até a possibilidade de nacionalização da montagem e manutenção dessas tecnologias com o nosso suporte.


De maneira geral, podemos dizer que a nossa ida à Índia foi um sucesso, pois conseguimos não só ter uma visão mais ampla de como podemos aprimorar os nossos serviços, como realizamos negócios que irão impactar diretamente o futuro do Grupo MOVE3 e a evolução do nosso negócio. Seguiremos buscando novas soluções para expandir as opções de entrega ao cliente e garantir que ela ocorra da forma mais rápida e assertiva possível.


Guilherme Juliani, CEO da Flash Courier

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