Nosso 2021 e os vinte anos da Ouro Negro: quando o passado, o presente e o futuro se encontram


O ano de 2021 foi marcado por inúmeros acontecimentos, que nos nortearam até o fim de mais esse ciclo. Completar vinte anos de empresa em meio a pandemia, é algo que nos faz refletir sobre a importância do legado, da persistência, da determinação e de objetivos claros. A Ouro Preto, empresa que originou a Ouro Negro, começou em maio de 1983, no desejo do meu pai e do meu tio Lorisvaldo Piuco, atualmente presidente do SETRANSC, em ter seu próprio negócio e construir uma base para as futuras gerações.


A sociedade deu muito certo por 18 anos, a Transportes Rápido Ouro Preto era exemplo para os demais empreendedores no nosso ramo e de outros setores da nossa região, até que visões e objetivos divergentes fizeram com que a cisão da empresa ocorresse em março de 2001. Em comum acordo os sócios fundaram suas novas empresas, Ouro Negro e Ouro Sul.


Em 2003, ao iniciar minha trajetória na empresa, tive a oportunidade de começar a entender mais o que era a Ouro Negro, quais eram seus processos, desafios e também, a admirar cada vez mais o empresário que estava à frente de tudo, um homem visionário, ousado, corajoso, ético, honesto e com enorme coração que tenho o orgulho de chamá-lo de pai. Nesses anos ao seu lado quanto aprendizado puder absorver! E de lá pra cá, muitas coisas aconteceram.


Enquanto escrevo este artigo, revisito as memórias e a vida das pessoas que deixaram suas histórias através da empresa. Lembro de meu pai, que tanto fez por nossa família e pela Ouro Negro. Olho para as mulheres que são meu alicerce na continuidade desse legado, e juntas, conseguimos refletir sobre o caminho que percorremos. Lembro te todos que estão conosco e aqueles que já passaram e deixaram suas marcas.


Carolina, e minha irmã do meio, pontua uma transformação gigantesca que tivemos, e como isso nos fez virar a chave. "O pai era tipo um porto seguro. A gente fala da gestão centralizadora, então tudo era ele quem decidia, era o feeling, sabe? Aquela coisa do empreendedor? Ele tinha. Então quando teve a virada de chave, a gente tentou separar o racional da emoção”.


Nos primeiros anos, com a sua ausência, o grande alicerce e ponto de força que tivemos foi a nossa mãe, Cintia. Sem o seu suporte, não só naquela época, mas nos dias atuais, nada disso seria possível. “[Elas] são orgulho maior para mim, como mãe. Eu escuto as pessoas falarem, admirando as três meninas aqui, hoje mulheres, e elas tem uma garra”, ela conta, sorrindo.


Poder observar esse orgulho em suas palavras, me gratifica enquanto pessoa e profissional. Deu trabalho, tive inseguranças, claro! Tive também, muitas comparações com meu pai, tive que provar muito e até hoje tenho que provar. Esses vinte anos de história é uma conquista tanto pra Ouro Negro, quanto pra mim. De mostrar que somos capazes, que estamos continuando e construindo um novo legado, que o empenho e dedicação da nossa equipe faz valer cada desafio e obstáculo enfrentado.


Em conjunto, seguimos refletindo sobre nossa história. Maria Luiza, nossa caçula responsável pela área de marketing - recém implementada em nossa empresa -, olha para o futuro. “Acho que a Ouro Negro está em um caminho muito bom, com a direção muito boa de projetos e pessoas que estão aqui dentro, contribuindo cada vez mais para o todo”.

E o futuro? Tão incerto e ao mesmo tempo tão próximo. Contudo, para chegar até ele, tiramos grandes lições do presente, fundamentadas em três grandes pilares: coragem, resiliência e empatia.


“Coragem para enfrentar o desconhecido, o futuro incerto da economia mundial e ao mesmo tempo com medo do que estava atingido nossos familiares e amigos. Resiliência, pois precisamos nos reinventar, virar do avesso para atender os clientes internos e externos, nos afastarmos fisicamente mas ao mesmo tempo estar presente. Empatia, nos colocarmos no lugar do outro, todos passamos por dificuldades, porém com a pandemia eram nossos elos mais fortes que estavam sendo afetados, o dinheiro do sustento de nossas famílias e a fragilidade da saúde de nossos próximos, como entender a situação e tentarmos nos colocar no lugar do outro para tentar amenizar a dor e poder auxiliar na sustentabilidade da empregabilidade", define Carolina, nos fazendo compreender a importância de cada ponto na construção do que somos hoje.


Após cada uma dessas falas, reflito e agradeço por tudo. Para o ano que está por vir, esperamos o melhor. Com a Ouro Negro, ansiamos por inovação e representatividade, sermos reconhecidos por processos que melhoram o TRC, pela maneira que conduzimos a empresa e de como respeitamos e valorizamos os nossos profissionais, além de ser uma marca lembrada por sua singularidade. Enquanto família, esperamos que nossos laços se fortaleçam cada vez mais, e que consigamos ser sempre o pilar uma das outras.


Que venham os próximos desafios!


Priscila Zanette, Diretora da Ouro Negro Transportes

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