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O que eu aprendi ao assumir uma empresa familiar com 50 anos no mercado



Manter um negócio por um tempo longo, seja uma semana, um ano, ou até mesmo uma década, demanda muito esforço e comprometimento de todos que atuam nesse projeto. Os clientes (com razão) são exigentes, o mercado evolui diariamente, e quem não se adapta ou se abre às novas tendências perderá a relevância em meio a competitividade.


Por isso, a Zorzin Logística valoriza cada uma das conquistas e relacionamentos de confiança que estabelecemos com os nossos stakeholders durante os 50 anos de história transportando cargas perigosas pelo Brasil, feito que conseguimos com muito trabalho, foco, organização, energia, humildade e a disponibilidade para ouvir os consumidores.


Chegar ao ponto de conseguirmos nos adaptar a qualquer desafio não foi nada fácil e, se tem algo que aprendi nos meus anos como diretora administrativa da Zorzin, é que a perfeição é um processo, e não há espaço para o comodismo quando o assunto é o bem-estar das pessoas.


Fundada em 1970 pelo meu predecessor, Orlando Zorzin, a empresa passou por várias mudanças em sua gestão e no tipo de serviço que oferece. Deste então, duas sucessões aconteceram e eu e meu irmão, Marcel, já nos planejamos para a próxima, contando com a ajuda de profissionais experientes para lidar com as delicadas exigências jurídicas que envolvem essas mudanças.


Começamos apenas com o transporte de cargas secas em geral, entretanto, há mais de 30 anos, depois que iniciamos a parceria com a Akzo Nobel, nos adaptamos para incluir, também, os produtos químicos. Hoje, somos referência nesse tipo de serviço em São Paulo e no Mercosul, o que é mais um atestado do nosso comprometimento em manter vivo o que os criadores da Zorzin construíram à base de muito amor.


Nessas cinco décadas, passamos por diferentes contextos políticos e econômicos. De certa forma, vejo que a necessidade de se adaptar a essas situações ensinou ao empresário brasileiro a ter um certo traquejo para o risco de entrar em falência. Não que isso indique algo necessariamente positivo a respeito do funcionamento da economia brasileira, mas, vivendo com tanta instabilidade, precisamos ser criativos, ter esperança e o bom humor para conduzir os negócios em períodos em que tudo parece não colaborar.


É importante ser resiliente nos momentos críticos, não apenas para manter a rentabilidade do negócio, mas, também, porque a nossa postura diante dessas situações influencia no otimismo e na esperança dos colaboradores da organização. Eles enxergam em nós uma figura de segurança; alguém em que eles confiam e têm fé. São pessoas cuja renda e família dependem das nossas decisões.


Claro que uma boa dose de liderança e firmeza conta nessas horas, contudo, nem tudo é uma questão de personalidade e postura. Planejamento, estratégia e cautela contam bastante no mundo corporativo.


Nesse sentido, uma das coisas que adotamos imediatamente, nos últimos anos, foi a introdução do uso de tecnologias. A transição do manual para o digital facilita muito o nosso trabalho. E apesar do esforço na adaptação inicial, atualmente, ela ocorre naturalmente, e a resposta na satisfação dos clientes, na produtividade e na redução de custos da Zorzin não poderia ser melhor.


Entretanto, como gestores, sabemos muito bem que não basta apenas olhar para o futuro e esquecer do que está em nossa frente no presente. Toda instituição precisa pensar, antes de tudo, no ser humano que se encontra em cada um dos crachás que entram e saem diariamente do local de trabalho.


A gestão de pessoas é um dos pontos fortes na Zorzin, e levo o ato da escuta ativa como premissa, para não dizer obrigação, na minha maneira de realizá-la. Faço isso, porque acredito que o acolhimento e a atenção com os seres humanos, independente do cargo, é a primeira característica que um administrador moderno precisa ter.


E apesar de parecer algo simples, não é fácil, pois uma cultura de confiança entre os colaboradores demanda do administrador uma paciência e sensibilidade que, inclusive em tradições familiares, é difícil de se alcançar.


Felizmente, olhando para a condição atual do setor, percebo que as transportadoras estão mais abertas a discutir, nas comissões e nos eventos espalhados pelo país, temas que antes eram tabus, como a importância da saúde mental nas empresas e a maior participação das mulheres no transporte de cargas.


Assistir às novas cenas dessa linda história de transformações que se constrói no TRC, e, por consequência, na Zorzin, faz parte dos meus planos para o futuro e não vejo a hora de estar lá para assistir às próximas cenas.


Gislaine Zorzin, Diretora Administrativa da Zorzin Logística

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